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Glúten: O que é e porque devemos evitar

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O Glúten é um dos principais inimigos de quem busca uma vida saudável.  É uma proteína presente em cereais como trigo, centeio, malte ou cevada, que, juntamente com a água, forma um tipo de gel, atuando como uma espécie de cola, que garante uma maior elasticidade em alimentos como pães, massas e biscoitos.

 

Esse composto de proteína é responsável pela germinação e o crescimento do broto da planta. Porém, com as alterações genéticas que essas espécies sofreram nos últimos milênios visando o aumento da produção e as mudanças nos métodos de colheita e processamento, hoje há uma concentração maior de glúten na farinha de trigo do que a encontrada na farinha produzida pelos nossos antepassados mais remotos.

 

95% das proteínas expressadas pelo trigo de hoje ainda são iguais ao do trigo de antigamente, mas 5% são de novas origens.


O trigo que comemos hoje tem tão pouco a ver com o
com o trigo original,  quanto um chimpanzé tem a ver com o ser humano. Embora nossos parentes primatas e peludos compartilhem 98% dos mesmos genes que nós humanos.
É muito fácil perceber a diferença que esses 2% representam.

 

A modificação do glúten

O trigo que é consumido hoje foi modificado para atender um padrão de lavoura que precisava tornar ele resistente, só que essa resistência, infelizmente, não foi só para as pragas e nós também sofremos as consequências.

 

Em 1768 havia uma teoria chamada de Teoria Malthusiana, que era defendida por Thomas Malthus.  

 

 

Malthus era pastor da Igreja Anglicana e professor de História Moderna e ele defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. 

 

Se a teoria de Malthus se confirmasse e houvesse esse descompasso entre o aumento da população e aumento de alimentos, o resultado seria uma população mundialmente faminta.  

 

Contudo, essa teoria não se confirmou, mas ela ainda foi capaz de causar influência por alguns bons anos.   

 

Em 1953 houve uma demonização da gordura, e a base da alimentação entre 1950 a 1970 passou a ser farinha.  O México e os EUA eram os maiores produtores de farinha de trigo naquela época.

 

Nesse interim houve uma praga de gafanhotos que dizimou com 75% de toda a produção de trigo desses 2 países e assim o governo norte americano investiu nas pesquisas que o Dr Norma Borlaug fazia. 

 

Esse cientista norte americano já estudava um fortalecimento do trigo por força da teoria malthusiana e com esse apoio do governo conseguiu progredir bastante nas suas pesquisas e transformou o trigo que tínhamos que era muito sensível a pragas e a variações climáticas, num trigo muito mais produtivo, muito mais resistente.

 

Em 1970, Norman Borlaug, foi inclusive laureado com o Prêmio Nobel da Paz justamente por conta do seu trabalho de modificação do trigo, uma vez que ainda acreditava-se que ele estaria resolvendo os problemas de fome do mundo. 

 

Contudo, todo o melhoramento do trigo, não foi feito para que fosse melhor ao organismo humano, que fosse mais nutritivo, algo que melhorasse a digestão, nada disso foi levado em consideração. Isso não foi pauta da mudança, era um melhoramento voltado à economia, que permitisse crescer a produção do trigo. 

 

Com um trigo resistente a pragas e variações climáticas, foi possível aumentar em 800% a produção do trigo.  

 

E foi só a partir daí que passamos a ter o problema que temos com ele hoje. E foi esse trigo que de fato alimentou milhões de pessoas, alimentou com obesidade e outras doenças como osteoporose.

 

 

Como ele age e porque ele faz mal

A palavra glúten vem do latim e significa “cola”. E é exatamente assim que ele se comporta no nosso intestino, como uma cola. Não sei se você já teve oportunidade de fazer uma cola com farinha de trigo e água misturando no fogo mas na infância eu brinquei bastante com isso. Fazíamos essa cola lá em casa e como sou de uma época que escrevíamos cartas, eu me divertia fechando envelopes com esta cola. Se você nunca fez esse experimento, vale a pena testar e perceber um pouquinho de como esse trigo é recebido pelo nosso intestino. 

 

Ele gruda nas paredes do intestino, plastificando-o. 

 

O nosso intestino é permeável porque precisa ser assim para absorver os nutrientes, mas no momento que ele está plastificado ele perde essa função. 

 

Além de tudo o glúten consegue “arrombar as portas” da nossa mucosa intestinal porque descobriu o segredo da fechadura, a ZONULINA.

 

A gliadina é capaz de estimular a produção intestinal da proteína zonulina, que aumentará a permeabilidade da mucosa intestinal, permitindo assim a sua entrada para as camadas mais profundas do intestino.

 

Só por aí é possível avaliar avaliar o estrago que ele faz: parte do nosso intestino perde a capacidade de absorção, porque está ali plastificado e outra parte transforma-se numa entrada para vírus, bactérias, metais pesados e para início das doenças auto imunes. 

 

 

É como uma peneira: enquanto ela está daquela forma que compramos, que vem lá da loja ela está ótima! Como deve funcionar. Mas com o uso e, principalmente, com o mau uso ela pode entupir ou criar buracos grandes. Das duas formas ela deixa de cumprir a função para a qual foi fabricada. E quando isso acontece com nosso intestino, abri-se o caminho para mais de 90% das doenças existentes. 

Design sem nome (26)

Texto de

Juliana Rios

Juliana Rios é Terapeuta Ortomolecular e idealizadora do Programa Saúde Sempre em Dia. Ver outros artigos da autora →